Transtorno do Espectro do Autismo: conheça o TEA

Publicado dia 02 de abril de 2025
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O Transtorno do Espectro do Autismo é uma síndrome neurológica marcada por algum grau de comprometimento no desenvolvimento social e por desordens comportamentais. Essas questões começam a aparecer ainda na primeira infância (antes dos cinco anos) e tendem a permanecer durante a adolescência e a idade adulta. Com a amplitude do espectro e a evolução nas pesquisas relacionadas ao assunto, muitos adultos vem recebendo o diagnóstico atualmente e, com isso, ganhando a possibilidade de entender melhor sobre suas características.

As causas ainda não são totalmente estabelecidas, mas os estudos mais recentes apontam que sejam principalmente genéticas, embora haja a possibilidade de que fatores externos estejam associados (o assunto ainda é controverso e não possui resultados conclusivos) — a vacinação não é um deles, embora haja fake news a respeito do assunto.

A condição leva o nome de espectro por ser muito ampla e poder se apresentar de diversas maneiras, gerando níveis diferentes de comprometimento. Enquanto alguns pacientes diagnosticados podem ser classificados como não-verbais, outros podem apresentar o chamado autismo de alto desempenho e serem considerados “gênios”.

O essencial é que o diagnóstico seja realizado o mais cedo possível para que a criança possa ser acompanhada de perto e receba todos os estímulos necessários para desenvolver suas potencialidades ao máximo.

 

Principais características do TEA

 

Problemas de comunicação

Uma criança com TEA, em geral, demora mais do que as crianças neurotípicas para desenvolver a fala, além de apresentarem uma maior dificuldade para entender expressões e gestos. Ao longo da vida, essa dificuldade se traduz de outras maneiras, como a confusão na hora de entender ironias e figuras de linguagem, por exemplo.

Em geral, pessoas com autismo são mais “literais” e precisam que a comunicação seja o mais clara possível.

 

Dificuldade de socialização

As dificuldades de socialização vivenciadas por pacientes com TEA andam praticamente juntas com os problemas de comunicação. Não é natural para uma pessoa com autismo entender normas de convivência social e seguir padrões de comportamento e comunicação, o que faz com que a interação social acabe um tanto prejudicada.

 

Transtornos de processamento sensorial

Em geral, essas crianças possuem, também, transtornos de desenvolvimento sensorial, o que faz com que elas recebam os estímulos de maneira diferente, seja mais ou menos fortes que as pessoas neurotípicas — o que faz com que elas busquem, constantemente, pela regulação, e demonstrem essa busca por meio de comportamentos tido como atípicos.

 

Alterações comportamentais

É muito comum que crianças no espectro do autismo apresentem questões comportamentais como estereotipias e hiperfoco e, por conta disso, tenham mais dificuldade que as outras para se adequar em situações sociais e “cumprir o que se espera” delas.

 

Primeiros sinais de autismo

Em geral, o autismo é diagnosticado em bebês de 1 ano e meio a 3 anos de idade, já que essa fase é bastante definidora no que tange ao desenvolvimento social: espera-se que a criança apresente grandes ganhos relacionados à comunicação e interação social durante esse período.

Os primeiros sinais, no entanto, podem aparecer ainda na fase não-verbal do bebê — e é importante que os pais e o pediatra fiquem atentos a eles, para que, se for o caso, o diagnóstico seja o mais precoce possível.

Choros e irritações constantes, resistência ao toque e ao contato visual direto, aversão a determinadas texturas (que podem se revelar, inclusive, oralmente, durante a introdução alimentar) podem ser sinais de alertas que devem ser analisados, é claro, de acordo com todo o contexto e a análise do desenvolvimento global do bebê.

 

Como é feito o diagnóstico

Não existe nenhum exame, seja genético, de sangue ou de imagem que confirme o TEA, o que faz com que o diagnóstico seja puramente clínico, baseado na observação, na análise terapêutica e nos relatos apresentados pelos pais.

Por conta disso, é essencial que os pais e a equipe médica da criança (neste caso, o pediatra, um psicólogo e um neurologista) estejam extremamente alinhados e busquem juntos pelo diagnóstico. Se os sinais existem, é preciso analisá-los e, preferencialmente, procurar por mais de uma opinião.

Como é conduzido o tratamento para autismo

O TEA é uma condição que não tem cura, e o prognóstico do desenvolvimento da criança depende muito do grau de autismo e, é claro, do acompanhamento e dos estímulos adequados. É importante ter em mente, também, que nada é imutável: à medida que a criança responde aos tratamentos e se desenvolve, pode ser que seja necessário encontrar novas estratégias e medidas para que a estimulação continue surtindo frutos positivos.

 

Por que não chamar mais de síndrome de Asperger

Até pouco tempo atrás, era muito comum que o TEA fosse conhecido, também, como síndrome de Asperger. Essa, no entanto, não é uma nomenclatura correta e especialistas da área têm buscado evitá-la.

Isso se dá pelas evidências de que o médico Hans Asperger, cujo nome foi relacionado ao transtorno por ter sido o primeiro a descrevê-lo, tivesse ligações com o nazismo e tenha, inclusive, cometido atrocidades com crianças com deficiência.

Manual Diagnóstico e Estatísticos de Transtornos Mentais (DSM-5) já descartou a nomenclatura, por essa e algumas outras razões, e pensar no mês de conscientização sobre o autismo é ajudar, também, na popularização da maneira correta de falar sobre a condição.

Agora que você já entendeu mais sobre o assunto, temos certeza que será mais uma voz na luta contra a estigmatização do TEA: a informação é a principal ferramenta para lutar contra o preconceito.

 



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